NAZISMO E SATANISMO





Consta que a Besta da Revelação, que anunciou Hitler como o messias germânico, foi mesma Besta que se manifestou para Aleister Crowley profetizando uma Nova Era [um novo Aeon] alicerçada sobre o Cristianismo destruído. As idéias da Besta foram reunidas no Liber AL vel Legis [The Book of the Law ou Livro da Lei, 1904]. Como os nazistas souberam que se tratava da mesma Besta, isso nenhum cronista consultado até agora explica. De todo modo, a Tanto a besta de Crowley quanto a Besta da Thule-Vril tinham o mesmo discurso megalômano-mitômano-psicopata-homicida-infanticida:
Nada temos como os párias [os errantes, os excomungados], os ineptos, os incômodos; deixe-os morrer em sua miséria. Nada sinto por eles. A compaixão é o vício dos reis; identifiquemos os pobres coitados, esses fracos, desprezíveis. Essa é a Lei do mais forte; é a nossa Lei e o gosto do mundo. Não tenham piedade dos caídos. Eu não os reconheço. Não os consolo. Eu odeio consoladores e consolados… Que sejam malditos e mortos! …E adorem a mim com sangue e fogo; adorem-me comsuas lanças e espadas… Deixem fluir o sangue em meu nome. Esmaguem [atropelem!] o pagão! [o infiel]. E eu darei a carne fresca dos pagãos para que os guerreiros a comam! Sacrifiquem o cordeiro; e depois uma criança, torturada antes de morrer. Não tenham misericórdia. Passem por cima!
ATENÇÃO LEITOR! Depois disso é impossível não abrir espaço para advertir ao leitor mais revoltado com a anemia de sua mesada ou com a incompetência do atendimento ao consumidor que TUDO ISSO É SÓ DELÍRIO! Não leve ao pé da letra! Não faça isso em casa nem em lugar nenhum. Não faça isso! nem sonhando! porque isso é pesadelo. Nem pense nisso ou então seu fim será usar aquela camisa que se veste ao contrário, com as costas na frente e a frente nas costas, e fazer aquele passeio até aquele lugar na periferia do fim do mundo, acompanhado daqueles armários de branco. Ali onde você vai passar resto de existência dopado, fazendo pintura a dedo com guache, praticando origami, tentando meter cilindro em buraco quadrado, tocando violão de plástico. Meditemos…
Além dos processos mesmerizantes, da hipnose mais simples, os magos da Thule-Vril, muitos dos quais se tornaram dirigentes do partido nazista, trabalhavam para alcançar uma espécie de Quarta Dimensão da consciência, um estado conhecido por muitos nomes, sempre simbólicos: consciência satânica, consciência em Set, diabólica ou “consciência encarcerada”, [prison warders] como prefere chamar o escritor David Vaughan Icke [1952…] em ─ E a Verdade vos Libertará [And The Truth Shall Set You Free, 1995]. Icke considera Hitler e sua Alemanha nazista como uma das mais arrojadas [e malignas] criações dos magos negros do século XX [a outra seria a União Soviética].
Evidentemente, entre os magos negros, no caso, ainda pior, entre os magos negros nazistas,  anseio por alcançar esse estado de consciência transcendental [que transcende a percepção da realidade tridimensional] não tinha motivação que prestasse. pretendiam justamente fazer contato com essa Besta sanguinária. O que não sabe em termos noéticos [espirituais] ou bio-metafísicos é se tal entidade, a Besta era:
1. espírito superior, em maldade, inferior, em sabedoria; ou mesmo uma Legião desses espíritos de porco
2. possessão física-mental e manifestação telepática de uma entidade ou entidades extraterrenas, ou intraterrenas e/ou humanóides mais avançados ou, ainda, não-humanos; alguns dizem que eram mensageiros de Shamballa, dos Mestres ocultos da Humanidade; outros, como David Icke, acredita que são reptilianos que habitam os subterrâneos do planeta e que ainda persistem em seus propósitos sombrios.
3. manifestação do transtorno de personalidade grave de alguns membros da Thule-Vril agravados pela adesão dos outros membros da sociedade, também desequilibrados, configurando um quadro esquizofrênico-histérico coletivo.
Fosse o que fosse essa tal dessa Besta sua doutrina é claramente anti-Cristã e suas práticas, sem dúvida, pertencem ao universo do que há de pior na magia negra. A consciência satânica é o oposto do que se chama de consciência crística. Enquanto Cristo recomenda o altruísmo, o adversário, Satanás, recomenda o egoísmo; egoísmo que pode até ser travestido de auto-estima, mas é somente egoísmo que, levado a extremos, não conhece barreiras éticas ou morais.
A cúpula esotérica nazista estava completamente tomada por essa consciência satânica. 
Eles se esforçaram nesse sentido, inclusive Hitler. Empenharam-se na disciplina dos magistas ocidentais e dos monges-iogues orientais, o que significa que submeteram a privações e sofrimentos a fim de alcançar o domínio do Si Mesmo mas, sobretudo, para alcançar aquele estado de consciência que lhes permitiria a comunicação com um plano superior de existência e o domínio de poderes mágicos, ou seja, o poder sobre forças da natureza, físicas e metafísicas.
O problema com essas ambições era o propósito final: reformar o mundo segundo a teoria da superioridade da Raça Ariana; construir um mundo alemão! O Planeta Blond! O Planeta Blue Eyes! Onde todos os morenos são serviçais!
[Este articulista pergunta de si para si: muito se especula sobre a aparência de Jesus Cristo mas agora, curiosidade atiçada: será que Diabo é ariano? Visualizemos…]
David Icke, assim como muitos outros cronistas do ocultismo nazista, acredita que Hitler era um medium, que os membros da Thule-Vril sabiam disso e disso tiraram proveito, que o próprio Hitler explorou isso e ele mesmo, abusando do próprio psiquismo sem preparo adequado, se deixou aprisionar nas teias de sua mediunidade, tornado sua consciência prisioneira, escrava de um mandante ou de uma cúpula, um Mestre e/ou Mestres da quarta dimensão; para alguns, o próprio Satanás. [Para este articulista, esta cúpula de Mestres era aquele bando de alemães deserdados, restos da aristocracia decadente que buscava na magia, já que o a história não tem marcha-ré, o retorno a um distante esplendor]. Sobre a demência de Hitler, escreve Icke [1995]:
Ele foi possuído, provavelmente durante um ritual de magia negra no qual sua psique se abriu para uma vibração maligna [Este articulista dava dente de bandinha para ver DVD desse tão falado ritual]. Evidentemente, [considerando as crenças e idéias que Hitler colecionou ao longo da vida] ele era compatível com aquelas vibrações. Foi assim que um homem inexpressivo tornou-se carismático e atrativo o suficiente para [contaminar uma nação com as idéias de seu partido].
Um ponto muito destacado na questão do arianismo em Hitler é o fato do próprio Hitler não ser um típico ariano. Não era alto, não tinha cabelos louros; de ariano somente os claros de um azul descrito como acinzentado. Todavia, à luz da cena ocultista nazista e da frieza dos Vril-Thulistas pode-se perceber que a pureza racial de Hitler torna-se desimportante quando se considera que ele foi um agente escolhido por sua ficha completa: além de ser racista, nacionalista e encantado pelo esoterismo, Hitler era “o vaso”, o cavalo que, no caso, nem precisava ser de raça. Hitler era um receptor magnético,  o medium ideal.
Como já foi assinalado, apesar dessa imagem de marionete teleguiado, há relatos de um Hitler que tomou decisões significativas no que diz respeito às suas relações com a magia negra. A questão da suástica é um exemplo. Segundo o historiador Francis King, Hitler solicitou a seus pares sugestões de um emblema para o nazismo. Todos os modelos apresentados incluíam a suástica [símbolo que remonta à Antiguidade indiana e também aparece em outras culturas]. Hitler escolheu a imagem criada por Fiedrich Krohn, um dentista de Sternberg, mas fez uma alteração no desenho, alegando motivo estético. A suástica, representada em sentido horário por Krohn, simbolizando boa sorte, harmonia e espiritualidade, foi invertida, por iniciativa de Hitler, para o sentido anti-horário, referindo-se, deste modo, ao mal e à magia negra [decisão burra porque dispensou a boa sorte].

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